5 ERROS que você deve evitar ao trocar a solda pelo PontoTech
- Alex Michels
- 21 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Trocar a solda pelo PontoTech — o processo exclusivo de união metálica da GPTECH — é uma mudança estratégica que pode transformar o desempenho de sua linha de produção. Estamos falando de um salto em produtividade, eficiência energética, qualidade de união e ergonomia industrial.
Mas, como em toda transição de tecnologia, o sucesso depende de planejamento e conhecimento técnico. Substituir a solda — com seus efeitos térmicos e exigências de insumos como eletrodos e EPIs — por uma tecnologia de união a frio como o PontoTech, exige mais do que apenas trocar uma máquina. Requer uma abordagem integrada: engenharia, ergonomia, materiais, ferramentas, manutenção e controle de qualidade.
Neste guia, você vai descobrir:
Quais são os 5 erros mais comuns ao substituir solda por PontoTech
Como evitá-los com boas práticas já consolidadas
Um checklist técnico e objetivo para implantação segura
Exemplos reais do que pode dar errado
Como o suporte da GPTECH ajuda sua empresa a evitar retrabalho
O que é o PontoTech?
Antes de mergulharmos nos erros, vale uma breve explicação. O PontoTech é o clinch da GPTECH — nosso processo exclusivo de união a frio por conformação mecânica. Ele forma um ponto resistente entre duas chapas metálicas por meio de pressão localizada entre punção e matriz, sem ação de calor, sem aditivos e sem necessidade de furação. Se quiser se aprofundar tecnicamente sobre o processo e suas aplicações industriais, recomendamos a leitura do artigo Pontotech: união de chapas a frio para a indústria automotiva.
Resultados esperados:
União resistente (tração e cisalhamento)
Zero emissão de fumos ou calor
Redução de custos com insumos e energia
Produtividade com segurança e ergonomia
Durabilidade superior nas ferramentas
1. Copiar o layout da solda sem reengenharia de espaçamento e bordas
Por que é um erro?
A solda por resistência impõe certas restrições de borda, distância mínima entre pontos e distribuição térmica. Com o PontoTech, essas restrições desaparecem — mas, se você manter o mesmo layout, está desperdiçando potencial.
Copiar o espaçamento anterior significa manter distâncias maiores do que o necessário, usar mais material e limitar o acesso das ferramentas. Além disso, pode inviabilizar melhorias ergonômicas e de cadência.
Exemplo real:
Uma empresa de HVAC que migrava para PontoTech manteve os pontos a 50mm das bordas, como na solda. Resultado: desperdício de flange e necessidade de gabaritos mais longos. Após reengenharia, reduziu a borda para 15mm, ganhou agilidade e reduziu o peso do conjunto.
Como evitar:
Use espaçamentos mínimos recomendados pela GPTECH
Avalie a geometria da matriz (V-Loc, Tog-L-Loc, etc.)
Recalcule a distância de borda com base na formação do ponto
2. Ignorar materiais e espessuras das chapas
Por que é um erro?
PontoTech depende da conformação do material — logo, a qualidade da união varia conforme o tipo de aço, espessura, tratamento superficial e dureza. Chapas com galvanização espessa, inox ou combinações mistas precisam de testes prévios para garantir resistência.
Exemplo real:
Um cliente aplicou PontoTech entre aço 1020 e alumínio sem validação. O ponto falhou em testes de cisalhamento após 5.000 ciclos. Após ajustes de matriz e escolha de ferramenta, a resistência triplicou.
Como evitar:
Solicite testes laboratoriais com a GPTECH antes da aplicação
Analise a resistência à tração e cisalhamento em cada união
Evite combinações dissimilares sem planejamento
3. Dispensar o preparo de sobreposição das chapas
Por que é um erro?
A sobreposição correta é o que garante o casamento ideal entre punção, matriz e chapas. Se houver desalinhamento, rebarba, curvatura ou folga entre elas, o ponto sairá descentralizado ou com defeito de formação. Isso compromete toda a resistência mecânica.
Exemplo real:
Um fabricante de luminárias teve 12% de refugo por conta de flanges deformadas na sobreposição. Corrigido o processo de flangeamento, o PontoTech passou a operar com 99,8% de estabilidade.
Como evitar:
Invista em controle dimensional do flange
Realize inspeção visual e metrológica das peças
Alinhe as bordas com gabarito e chapas planas
4. Subestimar fixação e ergonomia da operação
Por que é um erro?
O sucesso do PontoTech está diretamente ligado à repetibilidade. Isso depende de gabaritos que fixam corretamente as peças, evitando folgas e garantindo alinhamento. Sem fixação rígida, os pontos saem desalinhados ou mal formados. Além disso, o operador perde tempo ajustando a mão, o que gera fadiga e lentidão.
Exemplo real:
Uma montadora de respiro de silos utilizou gabaritos com com travas e ajustes ergonômicos. Resultado: ganho de 27% na cadência e eliminação de erros de posicionamento.
Como evitar:
Projete gabaritos com referências fixas e travas
Teste diferentes alturas de bancada e ângulos de operação
Treine o operador na melhor sequência de pontos
5. Pular a fase de qualificação e manutenção preventiva
Por que é um erro?
Mesmo sendo robusto, o sistema PontoTech exige controle. Ferramentas têm vida útil definida e o ponto precisa de inspeções para manter padrão. Ignorar isso leva a desgaste de matriz e punção, baixa qualidade e risco de falhas em campo.
Exemplo real:
Uma empresa que operava sem contagem de pontos teve uma quebra de punção durante a produção e, como não possuía matriz e punção reserva, acabou interrompendo toda a linha. Depois que implantou manutenção preventiva, adicionou o acessório de contagem de pontos e passou a manter matriz e punção de reserva, os incidentes foram reduzidos a zero.
Como evitar:
Acompanhe a contagem de ciclos por ferramenta
Realize inspeções visuais e testes de formação semanalmente
Estabeleça plano de revisão com base no uso real
Adquira uma matriz e punção reserva
Checklist prático para implantar o PontoTech com sucesso
Uma transição eficiente do processo de solda para o PontoTech exige mais do que apenas vontade de mudar: exige método. Confira abaixo os principais pontos que devem ser verificados antes e durante a implantação do novo processo:
✅ Engenharia de layout revisada:
Os espaçamentos entre pontos foram revisados?
As distâncias de borda estão compatíveis com o tipo de matriz utilizada?
O novo layout foi validado com protótipos ou mockups?
✅ Combinação de materiais validada:
Os materiais estão dentro da faixa de conformação recomendada?
Foram realizados testes de resistência à tração e cisalhamento?
Houve avaliação e aprovação do setor de engenharia para cada união prevista?
✅ Preparos de sobreposição garantidos:
As chapas estão com rebarbas eliminadas e flangeado uniforme?
Há planicidade e alinhamento entre as partes sobrepostas?
A sobreposição permite livre acesso da ferramenta PontoTech?
✅ Gabarito de fixação e ergonomia revisados:
O gabarito garante fixação sem folgas ou movimentação?
As referências visuais e posicionamentos estão intuitivos?
A ergonomia foi considerada, com altura e ângulo adequados ao operador?
✅ Plano de inspeção e manutenção preventivo ativo:
Existe rotina de inspeção visual dos pontos formados?
As ferramentas têm contagem de ciclos monitorada?
O plano de revisão preventiva segue o histórico de produção?
✅ Treinamento e documentação do processo:
Os operadores foram capacitados para o novo processo?
O plano de processo (PPAP/FMEA) foi atualizado com o PontoTech?
Os documentos estão disponíveis para consulta na área de produção?
Este checklist pode (e deve) ser utilizado como referência no plano de qualidade da empresa e integrado ao sistema de documentação da engenharia de processos.
Conclusão: o PontoTech exige inteligência de processo
Mudar da solda para o PontoTech é mais do que trocar uma tecnologia. É redesenhar a forma como você produz. Cada ponto, cada flange, cada gabarito conta.
Ao evitar os 5 erros apresentados neste guia, sua equipe garante um processo mais seguro, mais rápido, mais limpo e mais rentável. E com o suporte da engenharia da GPTECH, você não está sozinho nessa jornada.
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Nota técnica
Antes de qualquer mudança de processo industrial, consulte sua equipe de engenharia, setor de HSE e as normas internas aplicáveis.





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